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SECRETUM LOCO

FOTOPOESIA


AFFECTIO
Em dias de escassez de genuínos afetos, Há de se buscar verdades no coração No nosso próprio, No próprio outro. Paredes precisam ser quebradas, Medos vencidos, Buscas ativadas Em nós, No outro! Na jornada da procura Haverão enfrentamentos: O fruto oculto em densas folhagens, A flor singela em meio a vasta campina, O olhar interessado entre a multidão assoberbada, O ombro presente numa geração sem tempo. Esse afeto existe! Tem origem Naquele que é o AMOR E não findará. Como a


CAOS
Clamo por melodias novas. Clamo por poesias autênticas. Clamo por dançar descalça sem me importar com quem está olhando. Clamo por silêncio profundo e barulhos construtivos. Clamo por lugares distantes, sem platéia, chatice e julgamentos. Clamo por leveza, ainda que o momento exija seriedade. Clamo por solitude. Clamo por boa literatura que me conduza a outro lugar. Clamo pela crônica da vida, como protagonista da meu próprio enredo. Há alegria no sonhar? Há recompensa em acr


ALGEMAS EM FLOR
Os dias dançam entre valsas solenes e inquiridoras, É quase um passeio de assombro e lamento. Algemas eternas, Jardins. Há um silêncio tão gritante aqui dentro, ouso questionar como nunca antes. Não me permito, Não me reparto, As mãos que teceram minhas tramas me perscrutam. É suficiente hoje? Não clama o meu interior por interesse legítimo? Não deseja o fio de prata ser percebido com lucidez e compaixão alheia? Quero ser, não produzir. Mais uma vez, emudeço. Não quero discur


DÚVIDAS
As paredes tomadas de frio tom Esmaecem os dias festivos vestidos de cor. Pontos que interrogam, que finalizam ou exclamam Rascunham buscas e decisões. O palácio está em meia luz... Sem música, sem flores, quase desnudo de esperança. O silêncio está tão repleto de gritos que ensurdeceria o que de longe passa e atenta. Não se vê o paterno em límpido som, Nem as núpcias da filha do Rei; Quem precisa convencer o amigo a falar? Quem insiste com o mentor? Na sombra, um vulto peque


BENEFICIUM
De alguma forma sobrevivi à noite e ressurgi com o Dia... (Emily Dickinson) Estou lendo Kathleen Norris, minha leitura leve de férias. Leve no sentido de que, a cada linha, sinto-me envolvida por uma brisa literária de esperança e recomeço. Suavizou-me. É aquela crescente sensação de que a NOITE tem em seu alforje uma lente de aumento e uma sovela sempre afiada, cortante e diretiva à nossa alma. Ela se veste assim, por isso é temida e sabe o que desperta. Pergunto-me (nausead


OPACIDADE
Há dias onde o sol parece ter se ocultado, não ansiando por raios ou calor. Dias de densas nuvens e céu sombrio, dias de grandes afetamentos. Dias assim dilatam nossas deliquências e reações, nossas carências e resoluções... Em dias nublados SOMOS MAIS QUEM DE FATO SOMOS e começamos a perceber - se dermos atenção - do que o nosso coração está cheio, porque fatalmente, nossos lábios o denunciará. E o espelho que amávamos em dias de glórias e aplausos, surge opaco e ameaçador,


FORA DE SÉRIE
Perturba-me esse mundo em série! Explico. As vezes sou tomada da sensação de estar residindo num círculo de repeticões, um quase DÉJÀ-VU contínuo no que diz respeito a padrões, valores e pessoas!!! Sou remetida a uma grande fábrica de manufaturar e isso me deixa atônita. Sabe aquela visão que soa exatamente igual com pessoas diferentes, em lugares e momentos diferentes? O peso ideal, a cor do cabelo, o corte da barba, as gírias, o coloquial, o tipo de roupas, sapatos, valore
Maravilhoso!!! Em busca da desconstrução... O Aba que nos deseja e que sempre foi "postado" com distância, o Filho que vive e que insistentemente o taxam de morto e o Espírito que nos toma, expressado por um simples vento. Ah, a verdade dolorida que nos destroe e nos constroe!!! Obrigada!!
Sair do óbvio é tão bom! Mais poesias para serem pensadas!
Consigo ver você escrevendo essas coisas!
Saudades.
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