HIATO
- 21 de jun.
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Preciso de PAUSAS, esse intervalo entre a URGÊNCIA e o DESCANSO, a CAUSA e o SÉTIMO DIA.
No HIATO excluo o ATIVISMO e o encontro comigo mesma torna-se tocável. Entre a culpa pelo descanso (herdada de um pai que nunca parou até o fim de sua história) e o achegar-me aos campos de lavanda e discernir como de fato a história é regida, existe o duro caminho da verdade, A MINHA VERDADE.
Vejo-me em lesão, preciso do MEL que escorre da ROCHA.
Quase desfalecida, pisando em pedras interiores, busco pelo FRUTO DA OLIVEIRA.
Sinto-me almejando o imaginário, a realidade que abracei é repleta em dignidade, mas traz consigo cortes profundos, necessito de hiatos...
Diante do espelho, enfrento meu pior inimigo! Valorizo tanto o PENOSO TRABALHO do meu CRISTO e perco-me em dilemas de Sua bondade e paciência. Sei o que mereço.
Maculada por uma herança que não escolhi, sigo, às vezes confiante, em outras, arrastada, mas não permito-me desistir.
Um supiro cavado susurra em meus ouvidos: O DEUS QUE DESCANSOU continua amando miseráveis...





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