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"EU SOU"

  • 21 de jun.
  • 1 min de leitura

É a força do Vento que mantém minha esperança,

É a música alta que transporta o meu interior para o lugar de movimento,

É o sorriso dos estranhos que me consolam da exposição,

É a calmaria da quietude que me lembra do que virá.


São os dias de cor que anestesiam as minhas dores,

São as risadas frouxas que desconstroem minha seriedade recorrente,

São os papéis cortados que recolocados extraem espanto,

São as palavras escritas que me colocam sobre o divã, e respiro...


Sou o jardim que reclama pelo Vento,

Sou a dança solitária no espelho,

Sou a alma que acolhe o anonimato, e sorri...

Sou a que é e a que está por vir.

Sou aquarela em fusão,

Sou a que rejeita aquela herança,

Sou a tesoura, a cola e a admiração,

Sou a poesia, a crônica, a vulnerabilidade.


Entre o PRONOME e o VERBO, a pequenez de quem sou encontra significância e permaneço.






 
 
 

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