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SOB PERSPECTIVA (a minha!)

  • 21 de jun.
  • 1 min de leitura

Me peguei refletindo sobre o meu olhar relacional, o meu próprio, sem interferências externas (se é que isso é possível). Percebo uma busca interior, que às vezes se torna mais pulsante, por amigos de alma, sabendo que o resultado dessa procura se resuma a uma ou duas pessoas, no máximo três, se a alegria estiver de bom humor!

Tenho poucos e queridos amigos de verdade, mas ainda há uma lacuna não preenchida, uma canção não cantada, uma crônica não escrita, uma história não vivenciada...

Admiro relacionamentos assim, a cumplicidade silenciosa, o olhar que fala tudo, a presença casual, a empatia repartida, e talvez, sob a minha perspectiva, essa busca seja utópica, mas sou vestida de coragem em perseverar nela, e no fundo, bem no fundo, gosto de pensar que viverei isso antes de voltar para CASA.

Quero tê-la por perto, presencialmente falando,

Quero ligar naturalmente, sem sentir obrigação em fazê-lo,

Quero saber que encontrei minha "amiga dourada" e falar abertamente sobre coisas profundas ou triviais, sorrindo ou chorando, gritando ou num silêncio pacífico e saber, no fim do dia, que estando ali, encontrei a mim mesma.

Enfim, quero uma amiga para envelhecer comigo, com a minha humanidade, com os meus delitos e virtudes, e permanecer.

Sei que alguém assim não se constrói, não se força, não se desgasta para encontrar, é algo leve, flúido, orgânico e discernido quase de imediato, então, remeto ao Único (e melhor amigo), o Autor do conceito, Escritor dos melhores encontros e conhecedor do meu interior, a minha súplica: Senhor, faça palpável o que o meu coração anseia.









 
 
 

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1 comentário


Cadu Ferreira
Cadu Ferreira
22 de jun.

Adorei o “Sob Perspectiva (a minha!)”! Texto lindo. E confortante saber que mais de nós vivem o mesmo anseio. Deus é bom…

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