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OPACIDADE

  • 26 de jan.
  • 1 min de leitura

Há dias onde o sol parece ter se ocultado, não ansiando por raios ou calor. Dias de densas nuvens e céu sombrio, dias de grandes afetamentos.


Dias assim dilatam nossas deliquências e reações, nossas carências e resoluções...


Em dias nublados SOMOS MAIS QUEM DE FATO SOMOS e começamos a perceber - se dermos atenção - do que o nosso coração está cheio, porque fatalmente, nossos lábios o denunciará.


E o espelho que amávamos em dias de glórias e aplausos, surge opaco e ameaçador, apontando tudo o que não queremos ver!


São dias de luto, de convites desagradáveis para negarmos nossa forte vontade, dias de verdades absolutas apresentadas e as mentiras sustentadas (por nós mesmos) enfraquecidas!


Num primeiro momento, dias escuros são cruéis, e de fato o são, porque nos apontam os lugares mais escondidos em nós; enxergar isso é uma visita ao nosso próprio mercado adâmico.


A razão fica engessada e o íntimo dilatado, nada grita mais alto que a nossa alma em dias assim.


Dispômo-nos a fuga.


Deus não abre mão dos ventos congelantes e de espelhos postos. Ainda que fujamos, Ele nos encontrará. Porque em dias assim, somos convidados ao óbito, e apesar de não compreendermos, a LUZ está sendo posta.


Nenhum de nós, que anelamos por verdade, seriedade e comprometimento seremos poupados.


Esse é o caminho, andemos por ele.


 
 
 

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